Olhe o tsunami 2011, ele é o apito do expresso
Eu uso o nome de pessoas importantes para criar ficção, devo ser alguém em busca do sucesso, oportunista, que come pelas beiradas, que usa as pessoas como escada, trampolim, que sobe as custas dos outros; devo ser alguém que pega carona na calda do cometa e o cometa são essas pessoas brilhantes, maravilhosas e cultas com as quais eu cometo o meu despudor.
É isso, é isso o que eu devo ser, alguém atrás de evidência, querendo fazer sucesso de qualquer jeito, usando o nome de pessoas famosas para trazer sucesso ao meu incólume obscurantismo.
Eu sou ninguém, uma cara de pau, bico doce, oportunista, sacana e quantos xingamentos, críticas e ridicularizações alguém possa pensar e falar sobre mim. E elas deverão ser verdadeiras, pelo menos eu estou disposta a aceita-las. Não jogue o seu lixo no lixo, jogue em Halu Gamashi, ela é a lixeira da ocasião ou, talvez, não seja nada disso. Quem sabe? Posso também ser louca, esquizofrênica, pirada, pinel, doente e todos os diagnósticos que possam me ser diagnosticados por todos os psiquiatras e não psiquiatras, por todos os psicólogos e logopsicos. Aceito amostra grátis de remédio. Ou talvez eu seja uma voz que esta relembrando alguma coisa, chamando a tribo de volta, recrutando certos e errados, perdedores ou ganhadores para voltar a assumir seu papel.
Lembrem-se faltam 11 anos para 2022, última chamada ou, quem sabe ainda, penúltima. Quero acreditar que é a penúltima e que a ultima chamada, com fé em tudo o que há, será dada por outro. Eu não quero escutá-la.
Atenção, senhoras e senhores, codinome beija-flor, flores que não precisam de codinome, pura essência de jasmim, artefatos suspensos dos jardins da Babilonia, deusas e deuses do Olimpo, está na hora de fazer alguma coisa pela paz e quem tiver ouvidos para ouvir que ouça.
Halu Gamashi
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