Chakras A história real de uma iniciada - Halu Gamashi

Radio Universo Paralelo com Halu Gamashi

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Terreno Baldio nasceu da minha necessidade de uma comunicação livre, ilimitada, sem formatos. Assim podemos mudar de assunto sem ferir os melindres da comunicação, como num bate-papo... De repente... Um assunto leva a outro e a conversa vai girando por uma ordem de prioridade inédita exclusiva e afinada com o pulso do momento. Por que não?

Terreno Baldio é para mexer e remexer na nossa imaginação. É um instrumento para fortalecer a máxima do: "É proibido coibir".

Eu acredito que pagar o preço para falar estimula a coragem para rasgar as mordaças. Dar conta de ouvir estimula a generosidade de alcançar, na fala do outro, uma aproximação.
Quando olhamos um terreno baldio imediatamente pensamos se há um dono. E eu penso que, quando um terreno baldio me olha, me pergunta: "Não quer você ser meu dono?". E o verdadeiro dono de um terreno baldio, para que terreno baldio ele continue a ser, permite a baldiação de pensamentos, sentimentos, dúvidas, investigações que só caberiam nos terrenos baldios, cujas respostas surgem nos vislumbres de uma imaginação, cujo dono propicia a comunicação.
Quer canalizar comigo?

Quando você vir um terreno baldio lembre-se de mim, debande-se para a sua casa e baldie `a vontade no meu, no seu, no nosso Terreno Baldio.

Halu Gamashi

Ficha Telúrica

Rede de ação: Halu Gamashi

Dia gramação: Dienny Marques, Dimas Xapanan
Tradução: Silvia Nogueira

Cercas Vivas: futuros colaboradores

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bullying: Meu filho vítima?, Meu filho algoz? Halu Gamashi

Bullying: Meu filho vítima?, Meu filho algoz?

Enquanto para os pais é difícil aceitar qualquer uma destas alternativas a escola vem perdendo o seu carisma, perdendo o espaço do construtivismo e desenvolvendo o destrutivismo.

Assim que os pais puderem olhar os seus filhos nos olhos o bullying começará diminuir. Uma criança vitimada por este tipo de violência pode perder o seu encanto, enfraquecer os seus talentos, por outro lado, uma criança que se acostuma a ser violenta desconecta-se totalmente da sua capacidade de produzir. Este é o tipo de enredo no qual todos são vítimas.

O que será que aconteceu com a sociedade para produzir este tipo de consequência? É angustiante ouvir as manchetes de jornal apontando para melhoras na educação, desempenho tecnológico dos jovens, tendo em contrapartida, o amadurecimento da violência pela violência.

Quando um adolescente pobre atinge uma criança de uma classe econômica e social superior é um caos, uma rebelião, pensa-se logo em diminuir a idade criminal e coisas do gênero. Porém, quando um adolescente desta sociedade econômica e socialmente superior (será?) pratica a violência é motivo para discussões e teorias, ou seja, sempre exageramos para um lado ou para o outro.

Eu sou terapeuta há vinte anos e vejo como é difícil para os pais ver em seu filho a violência ou a fragilidade que impede a defesa.

O diálogo precisa sair das mãos dos terapeutas onde já foi vastamente debatido e repassado para as mãos dos pais. Você já conversou com o seu filho sobre bullying? Atitudes do tipo: “coisa de criança” e “briga de criança” não se aplicam nem ao vandalismo, muito menos para o medo. Em ambos casos, na verdade um só, trata-se de baixa estima. Crianças que não se sentem amadas desenvolvem a violência ou a ausência de defesa, a depender do biótipo. É muito mais produtivo um diálogo sobre o tema, saber o que o seu filho pensa da escola, do campinho de futebol, das tardes de domingo, também sugiro uma autoanalise sobre o quanto estamos transferindo para os outros a responsabilidade do desenvolvimento emocional e social dos nossos filhos. Você já parou para observar como o seu filho se relaciona com os empregados domésticos? Com os animais? Qual a relação que ele tem com o material escolar? Com as roupas? com os brinquedos? Qual a qualidade de filmes que o atrai? A observação destas referencias o levará a concluir como o seu filho lida com o tema violência no dia-a-dia.

É muito comum nas terapias os pais relatarem que não sabiam que seus filhos eram vítimas ou patrocinadores do bullying. Como não? Será possível? Eu penso que este tipo de declaração tem uma legenda oculta: “Eu não conheço o meu filho”, “Eu tenho medo, consciente ou inconsciente, de descobrir os sentimentos mais internos do meu filho. O que é que eu vou fazer com o que eu descobrir”?.

Educar não é uma tarefa fácil, principalmente quando educação, amor e expectativa influenciam no processo educacional. Mas o que vamos fazer, abandonar os nosso filhos a própria sorte ou azar? Aproveitar os braços cruzados e também cruzar os dedos e simplesmente torcer para que ele venha a se desenvolver sadiamente? Repetir mil vezes a lista de cursos, oportunidades e investimentos que disponibilizamos para eles? É muito pouco, o intelecto infantil é sedento de informações e, para acomodar o intelecto, é importante a autoestima, porque é a autoestima que traz a maturidade e o discernimento. Formação intelectual e baixa-estima desenvolvem a perversidade, a desvalorização, por não encontrar utilidade no aprendizado. É base da educação formar a cidadania e o respeito aos valores coletivos, caso contrário - Caso contrário.

O bullying de hoje é um aviso para a sociedade e um alerta de que estamos lidando com a criminalidade infantil com irresponsabilidade, seja em que classe social que ela se manifesta. Eu nunca vi ou ouvi a expressão bullying ser aplicada quando um adolescente de periferia rouba uma bicicleta ou um celular de uma criança de classe econômica superior. Fato é, independente da classe social as crianças vêm demonstrando uma violência corrompida, mascarada por rótulos. Diga não com este tipo de atitude, não seja mais um rotulador, atue com coragem e despendimento.

Fraternalmente,

Halu Gamashi