Chakras A história real de uma iniciada - Halu Gamashi

Radio Universo Paralelo com Halu Gamashi

Falando e ouvindo no Universo Paralelo

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Terreno Baldio nasceu da minha necessidade de uma comunicação livre, ilimitada, sem formatos. Assim podemos mudar de assunto sem ferir os melindres da comunicação, como num bate-papo... De repente... Um assunto leva a outro e a conversa vai girando por uma ordem de prioridade inédita exclusiva e afinada com o pulso do momento. Por que não?

Terreno Baldio é para mexer e remexer na nossa imaginação. É um instrumento para fortalecer a máxima do: "É proibido coibir".

Eu acredito que pagar o preço para falar estimula a coragem para rasgar as mordaças. Dar conta de ouvir estimula a generosidade de alcançar, na fala do outro, uma aproximação.
Quando olhamos um terreno baldio imediatamente pensamos se há um dono. E eu penso que, quando um terreno baldio me olha, me pergunta: "Não quer você ser meu dono?". E o verdadeiro dono de um terreno baldio, para que terreno baldio ele continue a ser, permite a baldiação de pensamentos, sentimentos, dúvidas, investigações que só caberiam nos terrenos baldios, cujas respostas surgem nos vislumbres de uma imaginação, cujo dono propicia a comunicação.
Quer canalizar comigo?

Quando você vir um terreno baldio lembre-se de mim, debande-se para a sua casa e baldie `a vontade no meu, no seu, no nosso Terreno Baldio.

Halu Gamashi

Ficha Telúrica

Rede de ação: Halu Gamashi

Dia gramação: Dienny Marques, Dimas Xapanan
Tradução: Silvia Nogueira

Cercas Vivas: futuros colaboradores

sexta-feira, 6 de maio de 2011

The Nature in man and man in nature- Halu Gamashi

       Nature in man and man in nature....                                                                                                                  
                                                      Halu Gamashi

He who admires and recognizes harmony in nature, which is expressed through the living of all nature kingdoms, attracts a higher quality of energy. Nature in such a man provides his living with a range of ideological, philosophical and cultural differences. He becomes polite and kind, a cunning cosmopolitan-minded man. When facing disagreement, this man is able to approach an opposing opinion from a constructive point of view. His arguments are qualified, and his work is well-performed. He becomes a great leader for he is led by his soul and beliefs, which are based on respect. ....


When nature inhabits the human heart we reflect our virtues as a mirror, and are able to express the human nature at last. On the other hand, those who refrain from attaining a higher level of consciousness, which would ensure a daily learning on how to live with differences, may become pedophile. This sexual deviation results from a lack of understanding that the same fruit species bring along its original seed inside, that is to say, it is nurtured and ready for breeding. ....


He who doesn't understand the waters cycle, and do not realize that the river dives onto the sea; he who doesn't understand the river preserves its sweetness when mixed in salty wavy water; he who doesn't understand any of that might become homophobic. He is unable to feel when nature needs to be fed by its own element.The sea waters idyll ... flowing freely like a river, and expressed in full like the sea.....

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In an attempt to gain self-understanding, we don't realize we are oftentimes opposed to nature. Disrespecting other people's values is not natural. Neither is it natural offending or killing. There is nothing natural in the extinction of an element by another in all nature kingdoms.....


What has mankind become? Have we become anti-nature beings? Is that what we meant by evolution? ....


School games became violent. We feel uneasy as we watch our kids leaving home. We wonder: who is walking out there, the aggressor, or the victim? – Such a question naturally arises in the mind of those parents who worry about their kids' education. We feel even worse when our kids go out for fun... As we hope they'll go out for dancing, and dating, and making friends, we struggle with thoughts like: are they drunk? If living under the most complete lack of ideology, should they be able to make friends? Are there gangs following them and their friends? Do they belong to any gang? Are gangs becoming a sort of sport in our culture? Is there a philosophy or an ideology supporting them? ....

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As we turn our eyes to today's adults, we often watch politicians offending and persecuting artists on TV, maybe in an attempt to become gang leaders. In fact, the human kind does not respect his own nature creation. We have been unable to develop our human nature, because the human nature results from all nature kingdoms gathering into one biotype only: the human kind. ....


This text aims to raise a brainstorming on the harmful attack provoked by some contemporaneous illnesses, which may reduce if we preserve the human feeling into our souls. ....

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Caution! If you belong to any group based on the belief that you can or should destroy each and all diversity, please watch out. You might face somebody stronger than you who believes you are different, and might become the victim of such a desolating harm. ....


It's about time we stand up to defend all personal rights promised by several religious books and comprised by all nations' laws. Those who don't understand these lines should simply search for a note at any elevator's door then read the great human and divine laws in brief. Please, read it! And "enter the elevator". Get addicted to this idea, which is crucial for preserving our personal rights.....


Haven't the extreme and radical views been enough? How many people are dead or killed for disrespecting individual rights? Please, watch out! Get the rid of your comfortable chairs and do all you can: speak it up, write a slogan and spread this idea: our personal right is one of the most valuable seeds we have, which brings forth our human side revealed by our human nature. ....


Revelation. Search for this concept into your soul and you shall see the first enlightenment of a revealed man is based on the unconditional respect for his own rights. These rights are only certified if there is respect for all species rights. All nature species seem to be different only for those who haven't been humanized and haven't reached enlightenment yet. ....


With love for the oppressed, and caring for the ones who haven't understood free will domains, and a deep admiration for those who have freedom to live,....


Halu Gamashi....




Bullying, onde começa? - Halu Gamashi

Bullying, onde começa?

Todo problema tem solução, para tanto é preciso cercar o início, o meio de uma situação desajustada porque, com certeza, culminará em um problema e cercar é dar limites, estabelecer fronteiras; o principio da organização é o limite e uma organização inteligente reconhece, no limite, a condição para se desenvolver com saúde.

A celeuma do bullying tem origem na ausência destas reflexões. Onde começa? termina com alguém muito espancado ou humilhado ou morto na piscina de uma faculdade ou na sala de aula. Mas onde começa? Na minha opinião, na falta de limite. Uma criança desde que aprende a andar precisa reconhecer inteligentemente as fronteiras da casa, permitir que um filho(a) entre com sapato sujo na cozinha dificultando o trabalho de quem zela, consentir que os seus objetos pessoais fiquem espalhados pela casa, que maltrate os animais, que humilhe as pessoas que lhe servem, que desrespeite os pais, os vizinhos, que festeje quando o time adversário machuca um atleta, falta de ética por parte dos pais, exemplos de pirataria, aprender a extrair vantagens que não existem ... É neste terreno, que precisaria ser preparado para se transformar em um jardim para a infância, que aos poucos vai se construindo uma fabrica mórbida na qual a perversidade e a vingança vão ocupando espaços e o jardim para a infância se transforma em um palco de horrores.

Uma criança que bate no irmão menor ou maior por estar contrariado se não for educado , se não houver demonstração de decepção, frustração com a sua agressividade vai aprender a associar contrariedade com violência e, para se transformar em vítima ou agressor de um bullying ou até mesmo vítima e agressor é uma questão de oportunidade.

Nos últimos quarenta anos, pouco a pouco, a humanidade escolheu o egoísmo como forma de sociedade, o desmatamento abusivo é bullying contra a natureza, abandono de animal na rua é bullying contra animais domésticos, a falta de gentileza no trânsito é violência, motoristas bêbados atropelando e matando pessoas nas calçadas é mais uma consequência desta sociedade ”bulista que incentivamos todos os dias.

Onde o bullying começa? Ainda não sabemos? É possível mesmo rotular como uma doença nova? Claro que não! O bullying é um vírus mutante e sua contaminação se dá através do egoísmo, os sintomas basicamente são: falta de responsabilidade social e permanência de castas.

Pais agressivos, filhos violentos, aluno patrão, professores reféns, dinheiro sem educação e cultura, gangster; é assim que começa o bullying. Quando terminará?

Na minha casa, embora ainda não tenha recebido informações de que minhas filhas se transformaram em vitimas ou algozes de bullying, discuto o tema fazendo-as enxergar onde começa.

Uma criança que aprende a respeitar os trabalhadores da casa, que se responsabiliza por seu quarto, sua roupa e principalmente que sabe que todas as suas escolhas terão consequências concretas, desenvolve o argumento interno que praticar a violência não faz bem a mente, as emoções e ao ambiente em que vive. Elas sabem que não serei cúmplice da falta de respeito aos professores, aos colegas e paralelo a isto disponibilizo a minha cumplicidade para que elas recebam os seu amigos em casa, presenteiem os professores, ajudem um colega em dificuldade e, principalmente, faço com que se responsabilizem por todas as suas conquistas, não estimular o sentimento de culpa é a melhor forma de alimentar uma criança com a responsabilidade.

Não há nada mais triste do que certificar que jovens com condições de estudar, desenvolverem-se intelecto e culturalmente vem degradando todas as suas condições naturais para se transformarem em bandidos. Onde fica o paradigma que condição sócio-financeira reproduz uma sociedade harmônica? O bullying está gerando uma nova margem social: marginais ricos, bandidos bem alimentados e, diferentemente de outros marginais, não praticam a violência com a intenção de adquirir bens materiais, o marginal do bullying destrói os seus bens materiais em busca de um prazer mórbido: a violência pela violência.

Para filosofar sobre esta nova sociedade é preciso eliminar qualquer tipo de hipocrisia, só assim conseguiremos reverter esta margem e quem sabe repensarmos em outros jovens que vivem a margem de qualquer recurso , abandonados pelos pais, pelo governo pelas religiões e possamos compreende-los melhor. Em tese, os marginais do bullying não foram abandonados por seus pais, têm acesso a educação, a alimentação e toda lista para se formar adultos sadios.

Esta aí a minha contribuição, eu sou uma filosofa da vida e trabalhar desde criança, ajudar a minha mãe a criar os meus irmãos, desenvolver responsabilidade muito cedo me fez ver que a violência é um pacto para combater frustrações e o remédio é a humildade para ir retirando a máscara, a máscara que encobre a verdadeira face de um pai, de uma mãe, de um educador, as tais das máscaras sociais, a inversão de valores - um resíduo de um pensamento monárquico falido -, constroem vírus com o bulliyng.

Atenção pessoal: o que faremos com os grandes muros que construímos em volta da nossa casa se por dentro desta muralha se desenvolve uma coisa como o bullying? Quem vai resolver? A Fundação Casa, a Feben, a policia? Como é que fica? Em um ponto abre-se a reflexão de que a violência não é exclusiva da pobreza, a forma como a rotulamos é que ganhou ”cores e rótulo americanizado” buscando, quem sabe, uma espécie de distinção hipócrita para os nobres violentos.

Com carinho por todos aqueles que lutam contra a hipocrisia, com solidariedade por todos os que mantêm a lucidez,

Halu Gamashi