Chakras A história real de uma iniciada - Halu Gamashi

Radio Universo Paralelo com Halu Gamashi

Falando e ouvindo no Universo Paralelo

Todas as noites As 22:00 horas

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Terreno Baldio nasceu da minha necessidade de uma comunicação livre, ilimitada, sem formatos. Assim podemos mudar de assunto sem ferir os melindres da comunicação, como num bate-papo... De repente... Um assunto leva a outro e a conversa vai girando por uma ordem de prioridade inédita exclusiva e afinada com o pulso do momento. Por que não?

Terreno Baldio é para mexer e remexer na nossa imaginação. É um instrumento para fortalecer a máxima do: "É proibido coibir".

Eu acredito que pagar o preço para falar estimula a coragem para rasgar as mordaças. Dar conta de ouvir estimula a generosidade de alcançar, na fala do outro, uma aproximação.
Quando olhamos um terreno baldio imediatamente pensamos se há um dono. E eu penso que, quando um terreno baldio me olha, me pergunta: "Não quer você ser meu dono?". E o verdadeiro dono de um terreno baldio, para que terreno baldio ele continue a ser, permite a baldiação de pensamentos, sentimentos, dúvidas, investigações que só caberiam nos terrenos baldios, cujas respostas surgem nos vislumbres de uma imaginação, cujo dono propicia a comunicação.
Quer canalizar comigo?

Quando você vir um terreno baldio lembre-se de mim, debande-se para a sua casa e baldie `a vontade no meu, no seu, no nosso Terreno Baldio.

Halu Gamashi

Ficha Telúrica

Rede de ação: Halu Gamashi

Dia gramação: Dienny Marques, Dimas Xapanan
Tradução: Silvia Nogueira

Cercas Vivas: futuros colaboradores

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Para Todos os Educadores - Halu Gamashi


Para Todos os Educadores

“Educar não é persuadir...”


Persuasão é uma conclusão: olhamos o mundo e ao longo deste olhar vamos imprimindo em nossa alma e nosso corpo, informações de diversas origens: família, escola, veículos de informações, etc. Num dado momento, essas informações convergem para um ponto que nos convence, vence: isto é persuasão.
Quando uma única fonte de informação deseja fazer todo o serviço sozinha nasce a frustração. Se o erro for admitido, se a humildade permitir, retomamos a trajetória e compreendemos que a ditadura não traz o crescimento. Se isso não ocorre, depois da frustração, vem a revolta, a humilhação e assim por diante.
Educar é, acima de tudo, compreender que ninguém é poderoso o bastante para sozinho transmitir informações a quem quer que seja.
Dando seqüência a esta reflexão penso nas crianças, nos adolescentes e não posso me esquecer o que mais as caracteriza: a abertura para os estímulos. Crianças e adolescentes vivem o apogeu dessa responsabilidade. Permitir-se ser estimulado por estas forças intelectuais e emocionais que vão de uma mera curiosidade juvenil à persuasão do caráter.
            Quando adultos descansamos desta tarefa. Não posso também me esquecer do sentimento de felicidade e satisfação que sente um adulto a quem foi permitido desfrutar dos seus estímulos infantis e juvenis.
A educação está na base de todos os estímulos. Ela não pode abandonar esse posto. Cria-se o caos quando a educação deixa de ser a base e se  desloca do ponto de partida para o ponto de chegada: essa é a função da persuasão.
Precisamos dar as nossas crianças e adolescentes uma base sólida. Isso só é possível com a “educação amiga”,  livre dos pesos da persuasão. Aí sim, este ser novo, altamente estimulado pela fase que vive, terá atributos que o fará persuadir-se, transformar-se em um ser educado. Valorizará esses atributos e, quando chegar a sua vez de educar, levará consigo a amizade intrínseca a um educador.
Com amor por todos os educadores,

                                                                                   Halu Gamashi