Chakras A história real de uma iniciada - Halu Gamashi

Radio Universo Paralelo com Halu Gamashi

Falando e ouvindo no Universo Paralelo

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Terreno Baldio nasceu da minha necessidade de uma comunicação livre, ilimitada, sem formatos. Assim podemos mudar de assunto sem ferir os melindres da comunicação, como num bate-papo... De repente... Um assunto leva a outro e a conversa vai girando por uma ordem de prioridade inédita exclusiva e afinada com o pulso do momento. Por que não?

Terreno Baldio é para mexer e remexer na nossa imaginação. É um instrumento para fortalecer a máxima do: "É proibido coibir".

Eu acredito que pagar o preço para falar estimula a coragem para rasgar as mordaças. Dar conta de ouvir estimula a generosidade de alcançar, na fala do outro, uma aproximação.
Quando olhamos um terreno baldio imediatamente pensamos se há um dono. E eu penso que, quando um terreno baldio me olha, me pergunta: "Não quer você ser meu dono?". E o verdadeiro dono de um terreno baldio, para que terreno baldio ele continue a ser, permite a baldiação de pensamentos, sentimentos, dúvidas, investigações que só caberiam nos terrenos baldios, cujas respostas surgem nos vislumbres de uma imaginação, cujo dono propicia a comunicação.
Quer canalizar comigo?

Quando você vir um terreno baldio lembre-se de mim, debande-se para a sua casa e baldie `a vontade no meu, no seu, no nosso Terreno Baldio.

Halu Gamashi

Ficha Telúrica

Rede de ação: Halu Gamashi

Dia gramação: Dienny Marques, Dimas Xapanan
Tradução: Silvia Nogueira

Cercas Vivas: futuros colaboradores

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Doação de órgãos, um direito à vida Halu Gamashi


Doação de órgãos, um direito à vida
Nenhum esforço é suficientemente grande quando se trata de salvar vidas. Mais do que um prêmio ou recompensa, é a certificação de que temos uma força sobre a morte. A temida morte que encaramos como irremediável.
Quem já viveu a experiência de ter um ente muito querido em estado grave, em uma UTI, sabe do que estou falando. Não poupamos esforços, seja ele concreto ou metafísico, simplório ou perene, tudo se torna menor e a luta pela vida assume o protagonismo sobre os sentimentos e forças de quem sofre lutando para impedir a morte de alguém que muito estima.
Prolongar a vida é o que nos torna soberanos diante de uma iminente perda.
A função da dor é nos tornar mais sábios, embora, muitas vezes, sucumbamos às seduções da revolta, tornando inútil a nossa dor e nos desconectando da razão, do sentimento e, principalmente, da crença.
Afirma-se pelo mundo afora a crença em algum tipo de vida depois da morte. Os museus, as biografias, as fotografias, os monumentos e as homenagens são manifestações desta crença. Todos querem imortalizar, de alguma forma, a memória dos entes queridos. Porém, há uma que nos escapa: antes de ser um dever a doação de órgãos é um direito que conquistamos.
Muitas guerras nos campos científico, religioso, político e econômico para conquistarmos este direito. Um direito de prolongar a vida dos nossos entes queridos. Não vou aprofundar em resgates cármicos, até porque, para mim, basta fazer esta citação para outras pessoas que acreditam, como eu, na imortalidade da alma. Prefiro me ater à afirmação de que a doação de órgãos é a forma mais humana e literal de prolongar a vida das pessoas que amamos. Precisamos fazer valer este direito, esta conquista.
Poderia também me aprofundar citando como referencia a ampliação de oportunidade da transcendência da alma para quem viu a sua vida na Terra se prolongar e revivê-la através de outra vida, como um parto.
Um doador de órgãos é um pai, uma mãe. Não podemos deixar que episódios como o que está circulando na imprensa - a possibilidade de ação criminosa de quatro médicos - nos enfraqueça diante da conquista deste direito. Muito pelo contrário: faço este manifesto afirmando que a conquista da doação de órgãos foi uma guerra nobre, onde muitos doaram as suas vidas para a conquista desta conscientização.
Pense nisto. Este é o verdadeiro ungüento, um bálsamo para a dor, saber que autorizar a doação de órgãos é uma forma de interromper o ciclo contínuo da morte.
Mande flores para os vivos.
Halu Gamashi