Chakras A história real de uma iniciada - Halu Gamashi

Radio Universo Paralelo com Halu Gamashi

Falando e ouvindo no Universo Paralelo

Todas as noites As 22:00 horas

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Terreno Baldio nasceu da minha necessidade de uma comunicação livre, ilimitada, sem formatos. Assim podemos mudar de assunto sem ferir os melindres da comunicação, como num bate-papo... De repente... Um assunto leva a outro e a conversa vai girando por uma ordem de prioridade inédita exclusiva e afinada com o pulso do momento. Por que não?

Terreno Baldio é para mexer e remexer na nossa imaginação. É um instrumento para fortalecer a máxima do: "É proibido coibir".

Eu acredito que pagar o preço para falar estimula a coragem para rasgar as mordaças. Dar conta de ouvir estimula a generosidade de alcançar, na fala do outro, uma aproximação.
Quando olhamos um terreno baldio imediatamente pensamos se há um dono. E eu penso que, quando um terreno baldio me olha, me pergunta: "Não quer você ser meu dono?". E o verdadeiro dono de um terreno baldio, para que terreno baldio ele continue a ser, permite a baldiação de pensamentos, sentimentos, dúvidas, investigações que só caberiam nos terrenos baldios, cujas respostas surgem nos vislumbres de uma imaginação, cujo dono propicia a comunicação.
Quer canalizar comigo?

Quando você vir um terreno baldio lembre-se de mim, debande-se para a sua casa e baldie `a vontade no meu, no seu, no nosso Terreno Baldio.

Halu Gamashi

Ficha Telúrica

Rede de ação: Halu Gamashi

Dia gramação: Dienny Marques, Dimas Xapanan
Tradução: Silvia Nogueira

Cercas Vivas: futuros colaboradores

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sintonia, sincronicidade e qualidade de vida, Halu Gamashi


Sintonia, sincronicidade e qualidade de vida.


Perdemos muito tempo para quantificar a vida somando quanto dinheiro perdemos ou ganhamos; subtraindo ou multiplicando pessoas e nos dividindo na infrutífera tentativa de ter qualidade de vida.

Quantificar a vida é nos diminuir mediante as inúmeras possibilidades ou impossibilidades.

Qualificar a vida é sentir o que o nosso corpo sente diante do que oferecemos a ele.

Como? 

Ora, perguntando a ele mesmo:  o que sente o meu corpo quando o exponho a adversidades? O que sente o meu corpo quando o exponho a essências parecidas com a minha?

Qualificar a vida é ocupar o corpo, as sensações e os sentimentos o tempo todo. Resumindo, é levar a nossa consciência para, literalmente, habitar a nossa musculatura e principalmente a nossa alma.

Corremos atrás da vida para vivê-la da melhor forma possível e assim quantificamos os nossos minutos prazerosos com outros sabores ou dissabores

Quando trazemos a consciência, promovendo uma sintonia e sincronia com o corpo, vemos que é a vida que corre atrás de nós.
  
Quem corre atrás da vida perdeu a sintonia e a sincronicidade com o seu querer interno.

Quando a vida corre atrás de nós somos o campo comandante do projeto, o verdadeiro dono da história por estarmos um passo a frente da vida e, quando ela nos alcança, escolhemos o que fazer com ela. Caso contrário, além de perder a sintonia e a sincronicidade com o que queremos viver, somos arrastados e o que sobra para ser vivido nos escolhe como um resto que soma restos. Não andamos, rastejamos. Somos arrastados pela pressa, pelo tempo que passou rápido e para aqueles incômodos questionamentos que sempre estão presentes quando perdemos a sintonia e a sincronicidade:
- E agora, o que eu faço?
- E agora, aonde eu vou?
- O que é que esta acontecendo por aí?

E agora? Rastejar. Sair procurando algo que não se sabe direito o que é, ou um alguém que não temos o menor desejo de quem seja. Para dar conta de tudo isto reinicia-se a quantificação, o desespero somado, a humilhação de ser subtraído, o tempo multiplica horas vazias e tudo isto nos divide em dois, em dez para dar conta de tanta coisa nenhuma.

O caminho da qualidade de vida é diferente. Ao ter a consciência em sintonia e sincronia com o corpo, com os desejos e os quereres magnetizamos a vida que queremos ter e esta magnetização, entre vida e ser, aciona uma eletricidade que desperta os órgãos do nosso sentido para algo muito maior. Este algo é a nossa totalidade, a nossa inteireza. Ser inteiro e totalizado com a vida não dá espaço para quantidades por não possuirmos lacunas a ser preenchidas por uma busca desesperada que finaliza em decepção.


Escolher ter qualidade de vida é ter força para abdicar destas lacunas, preenchendo-as consigo mesmo. A eletricidade resultante desta auto ocupação trabalhará para a magnetização do que nos é semelhante e o quê e quem nos é semelhante nos receberá por inteiro porque um ser inteiro magnetiza um ser inteiro.

Nos caminhos da quantificação, na melhor das hipóteses, nos hospedamos em lacunas vazias de outras pessoas que correndo atrás da vida tropeçaram em nossas lacunas vazias.  Para deixar de ser um hóspede, uma lacuna vazia é preciso querer mais de si mesmo, é preciso crescer em sincronia e sincronicidade com os nossos quereres porque, grandes assim, não caberemos nos pequenos espaços que os outros reservam nas suas pequenas vidas.

Vou sugerir uma pequena dinâmica:

Procure respirar prestando atenção as batidas do coração.  Não é respirar mais ou menos, simplesmente prestar atenção a respiração e as batidas do coração.
Repita esta dinâmica quantas vezes quiser, principalmente quando perceber que não esta conseguindo entrar em contato consigo mesmo. Esta pequena dinâmica aproximará os órgãos dos seus sentidos para os seus quereres internos e pontuará o quanto esta distante de si mesmo.
 
Qualidade de vida para cada um é uma coisa. Somente o nosso querer interno tem autoridade suficiente para magnetizar esta qualidade para viver.

Com carinho por todos que estão sincronizados com os seus quereres internos,

Halu Gamashi