Chakras A história real de uma iniciada - Halu Gamashi

Radio Universo Paralelo com Halu Gamashi

Falando e ouvindo no Universo Paralelo

Todas as noites As 22:00 horas

Acesse este Universo

Terreno Baldio nasceu da minha necessidade de uma comunicação livre, ilimitada, sem formatos. Assim podemos mudar de assunto sem ferir os melindres da comunicação, como num bate-papo... De repente... Um assunto leva a outro e a conversa vai girando por uma ordem de prioridade inédita exclusiva e afinada com o pulso do momento. Por que não?

Terreno Baldio é para mexer e remexer na nossa imaginação. É um instrumento para fortalecer a máxima do: "É proibido coibir".

Eu acredito que pagar o preço para falar estimula a coragem para rasgar as mordaças. Dar conta de ouvir estimula a generosidade de alcançar, na fala do outro, uma aproximação.
Quando olhamos um terreno baldio imediatamente pensamos se há um dono. E eu penso que, quando um terreno baldio me olha, me pergunta: "Não quer você ser meu dono?". E o verdadeiro dono de um terreno baldio, para que terreno baldio ele continue a ser, permite a baldiação de pensamentos, sentimentos, dúvidas, investigações que só caberiam nos terrenos baldios, cujas respostas surgem nos vislumbres de uma imaginação, cujo dono propicia a comunicação.
Quer canalizar comigo?

Quando você vir um terreno baldio lembre-se de mim, debande-se para a sua casa e baldie `a vontade no meu, no seu, no nosso Terreno Baldio.

Halu Gamashi

Ficha Telúrica

Rede de ação: Halu Gamashi

Dia gramação: Dienny Marques, Dimas Xapanan
Tradução: Silvia Nogueira

Cercas Vivas: futuros colaboradores

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O testamento da ironia -- Halu Gamashi

                                        O testamento da ironia
                                                                          Halu Gamashi


A ironia deixa como herança a sua liberdade.

A liberdade irônica é como um céu de espinhos, um mar de fogo, um rio de
piranhas e todo e qualquer lugar onde a vida imita a morte.

A ironia deixa o seu testamento e deixa para os cínicos a tristeza
irônica. A ironia desta tristeza é porque as lágrimas e as dores
pertenciam a alguém que o irônico sabotou para si.

Na irônica tristeza a vítima é o algoz e o antes algoz, agora vítima,
chora e sofre a sua sabotagem.

A ironia deixa o seu testamento, parte em busca do mais belo por do sol,
mais belo que o sol. A ironia é que este sol mais belo não nasce, não se
põe, não faz o seu ocaso.

O por do sol irônico, do mais belo por do sol, nasce da alegre vingança
perversa de encontrar o mais belo para vingar o ontem e ele sempre se põe
no amanhã. Não existe o hoje no por do sol mais belo que o sol no
testamento da ironia.

A sua reza santa é a dissimulação da verdade transformando-a em maquiagem
da fé de um poder emanado pelo ressentimento que a tudo maldiz bendizendo
com a sua irônica reza.

A ironia é companheira do cinismo e, o irônico desta parceria, é que de
fato os parceiros não existem porque não resistem a verdade.

O cinismo e a ironia já iniciam a sua parceria sem nenhum compromisso
porque nas suas inexistências sabem que a irônica ironia e o cínico
cinismo jamais formariam a aliança por total falta de mútua confiança.

O bom da ironia, verdadeiramente, é o seu testamento que deixa como
herança uma dor que nunca existiu, ressentimentos que respondem sob a
alcunha do amor e o irônico é que não há quem queria receber esta herança.
Quem há de merecê-la? Quem há de precisar?

Não existe atração, frequência, sintonia e sincronicidade nos terrenos da
ironia.

A ironia reina o dia de amanhã, mas quando o por do sol deste dia
amanhece os seus primeiros raios já não encontram a ironia porque ela já
caminha em direção ao por do sol mais belo que o sol.


Halu Gamashi
17/04/2012 7h