Chakras A história real de uma iniciada - Halu Gamashi

Radio Universo Paralelo com Halu Gamashi

Falando e ouvindo no Universo Paralelo

Todas as noites As 22:00 horas

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Terreno Baldio nasceu da minha necessidade de uma comunicação livre, ilimitada, sem formatos. Assim podemos mudar de assunto sem ferir os melindres da comunicação, como num bate-papo... De repente... Um assunto leva a outro e a conversa vai girando por uma ordem de prioridade inédita exclusiva e afinada com o pulso do momento. Por que não?

Terreno Baldio é para mexer e remexer na nossa imaginação. É um instrumento para fortalecer a máxima do: "É proibido coibir".

Eu acredito que pagar o preço para falar estimula a coragem para rasgar as mordaças. Dar conta de ouvir estimula a generosidade de alcançar, na fala do outro, uma aproximação.
Quando olhamos um terreno baldio imediatamente pensamos se há um dono. E eu penso que, quando um terreno baldio me olha, me pergunta: "Não quer você ser meu dono?". E o verdadeiro dono de um terreno baldio, para que terreno baldio ele continue a ser, permite a baldiação de pensamentos, sentimentos, dúvidas, investigações que só caberiam nos terrenos baldios, cujas respostas surgem nos vislumbres de uma imaginação, cujo dono propicia a comunicação.
Quer canalizar comigo?

Quando você vir um terreno baldio lembre-se de mim, debande-se para a sua casa e baldie `a vontade no meu, no seu, no nosso Terreno Baldio.

Halu Gamashi

Ficha Telúrica

Rede de ação: Halu Gamashi

Dia gramação: Dienny Marques, Dimas Xapanan
Tradução: Silvia Nogueira

Cercas Vivas: futuros colaboradores

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sintonia e sincronicidade com a depressão - Halu Gamashi



                             Sintonia e sincronicidade com a depressão.
                                                                                                Halu Gamashi

Existe uma diferença entre o leigo e o autodidata, embora, esta diferença, não se expresse com clareza nas definições legais.

Eu não tenho nenhum científico diploma que me autorize a filosofar sobre um tema tão erudito.

Dito, o não dito, lá vou eu.

 A minha vida me levou a conviver com muitas pessoas, o que me estimulou a estudar pessoas. Li, li muito. Experimentei mais do que li e, dentro deste plano de observação, somado às minhas experiências pessoais, compreendi que a depressão é a capa que esconde uma doença pior; a baixa, bem baixa, sumida, estima.

Quando a estima desaparece o nosso primeiro movimento é eleger reis, autoridades e juízes. Este é o caminho de quem não tem autoestima, é como se, “se alguém importante gosta de mim é porque eu ainda tenho algum valor”.

Vamos abrindo mão da nossa vida, opinião, preferências e auto orientação. Trocamos tudo para que pessoas ilustres nos ensinem a “auto ajuda”, lemos livros que querem nos auto ajudar e não percebemos a ironia, expomos as nossas idiossincrasias que passam a ser medidas e rotuladas por estes juízes. Nesta trajetória, vamos tentando inventar alguém que não somos.

A ausência de autoestima não nos permite olhar para o espelho, em uma inversão narcísica nos tornamos o anti narciso e tudo o que é espelho este neo-anti-narcisista acha feio.

Pronto! Colocamos o pé na depressão e o peso do que não somos se transforma em toneladas, nossa segurança racha, racha o chão. Todo território embaixo dos nossos pés esta rachado por carregarmos tantos pesos que não nos pertencem e, ainda, de sobra, também continuamos carregando o peso real escondido sob a capa da depressão até que o falso superego, criado por nossos juízes, também perde a sua estima. Um silêncio triste toma conta da nossa garganta e a capa da depressão esta cada vez mais forte e robusta para esconder e cobrir tudo nosso que está ali dentro.

Esta é a nossa chance de cura.

Depressão é um território rachado que nos favorece refletir todos os pesos que estamos carregando. Quando temos a coragem de tirar estes pesos, ou seja, nos afastamos das pessoas que nos desestabilizam; de falsos amores, dos ágios e pedágios de carinhos, ternuras e promessas que estacionam na promessa e nunca se concretizam damos o primeiro passo para sair da depressão.

Agora é preciso encarar o espelho. O que há em mim que eu julgo que os outros não irão aprovar? Feita a lista é hora da pílula amarga: assumir! Tá difícil? Assuma! Assuma você, caso contrário vai sumir com você. Não suma, assuma! Pessoas vão se afastar? Vão sim... Vão falar mal de você... Vão inverter... Vão distorcer verdades... Principalmente, vão estranhar...

Não perca a medida, não se transforme em arrogante, coloque-se dê limites aos outros e a si mesmo. É primordial não se transformar em um peso para deprimir outros. A ideia aqui não é vingança, não são rompantes desnecessários, se você for por aí a capa da depressão voltará mais forte.

As vezes penso que a depressão é “a principal protetora da sociedade” na qual uma parte desta sociedade deprime e adoece, consta como número, como estatística que visa a padronização humana. Se houvesse menos deprimidos esta “sociedade” que ai está, muito bem casada, muito feliz nos álbuns de retratos fosse um número bem menor.

Não seja um número, seja você. Conte com você, acredite que há espaços para as suas idiossincrasias, para as suas escolhas pessoais, porque, a casa do Pai tem muitas moradas, infinitas moradas e infinitas sociedades.

Esta é a opinião de uma autodidata, ou de uma leiga, como o leitor preferir, sobre o erudito tema da depressão.

Com carinho por todos que tiveram força para se assumir, assumir o seu lado humano, assumir as suas diferenças e que botaram o seu bloco na rua,

Halu Gamashi