Somos uma comunidade que estuda os avanços da Alma. A evolução e a inversão de valores..
Radio Universo Paralelo com Halu Gamashi
Todas as noites As 22:00 horas
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Terreno Baldio nasceu da minha necessidade de uma comunicação livre, ilimitada, sem formatos. Assim podemos mudar de assunto sem ferir os melindres da comunicação, como num bate-papo... De repente... Um assunto leva a outro e a conversa vai girando por uma ordem de prioridade inédita exclusiva e afinada com o pulso do momento. Por que não?
Terreno Baldio é para mexer e remexer na nossa imaginação. É um instrumento para fortalecer a máxima do: "É proibido coibir".
Eu acredito que pagar o preço para falar estimula a coragem para rasgar as mordaças. Dar conta de ouvir estimula a generosidade de alcançar, na fala do outro, uma aproximação.
Quando olhamos um terreno baldio imediatamente pensamos se há um dono. E eu penso que, quando um terreno baldio me olha, me pergunta: "Não quer você ser meu dono?". E o verdadeiro dono de um terreno baldio, para que terreno baldio ele continue a ser, permite a baldiação de pensamentos, sentimentos, dúvidas, investigações que só caberiam nos terrenos baldios, cujas respostas surgem nos vislumbres de uma imaginação, cujo dono propicia a comunicação.
Quer canalizar comigo?
Quando você vir um terreno baldio lembre-se de mim, debande-se para a sua casa e baldie `a vontade no meu, no seu, no nosso Terreno Baldio.
Halu Gamashi
Ficha Telúrica
Dia gramação: Dienny Marques, Dimas Xapanan
Cercas Vivas: futuros colaboradores
Halu Gamashi - Tsunami Japão 2011
Eu sou Halu Gamashi, nasci Mércia e não sei com que nome eu vou morrer.
É a primeira vez que eu mesma escrevo no teclado de um computador, sempre tem alguém que faz esta parte, de verdade eu não entendo nada de computador. Vamos lá:
A onda na pedra não implodiu
Invadiu o coração do rio
O mar nem viu o quanto feriu, feriu, feriu
Seu sal, salgando as águas do rio.
Este é o inicio de uma música que eu fiz dentro das minhas captações sobre o mundo e tudo o que está pelo caminho.
Antes do carnaval, no dia 28/1/20011, eu passei por outro processo de abertura de chakras − uma das muitas manifestações da minha espiritualidade , captei, soube e escutei com o ouvido da alma que algo muito trágico aconteceria pelos dias do carnaval.
Comuniquei às pessoas que participam do meu trabalho e, em vão, tentei reuni-las na praia. Alias eu já estou morando na praia há 2(dois) anos atendendo a um chamado da espiritualidade: "Halu faça trabalhos na praia." E eu vim.
Como dizia, tentei em vão chamar pessoas. (Neste momento, vendo o meu sacrifício em digitar, a Dienny, uma pessoa do meu trabalho, se ofereceu para ajudar e passa a digitar o que eu dito).
Sempre que eu quero usar a internet para comunicar as pessoas sobre as minhas captações, falar do meu trabalho, das coisas que ouço e vejo, eu ouço de “experts” : “ que a internet é uma ferramenta muito boa para comunicação, mas pode ser um tiro no pé”, que “tem um formato certo para fazer”,” que tem todo um projeto”, “uma forma”. O tiro no pé, eu acredito, seja ser ridicularizado, não levado a sério, mas entre a omissão, por medo de errar, e a possibilidade de ser ridicularizado e não ser levado a sério eu correrei o risco, até porque sei que pessoas como eu sempre foram, ainda são , não sei por quanto tempo serão, ridicularizadas. Importante para mim é ter perdido este medo − pagarei o preço da depreciação, mas não pagarei mais o preço da dor da omissão.
Durante todo o período de carnaval eu tive sonhos fortes com o mar, com pessoas morrendo, sonhos e visões, procurei, inclusive, um psicólogo que participa dos meus grupos para pedir ajuda, mas logo vi que a minha interferência atrapalharia o que ele estava vivendo no seu mundo e na sua casa e mais uma vez me recolhi na omissão. Foram dias tortuosos porque algo muito forte me dizia que iria acontecer uma catástrofe em algum lugar do mundo. Não digo com isso que poderia ter impedido, claro que não! Mas o que foi que eu fiz? Eu poderia ter feito alguma coisa, rezado, continuado a captar, ouvido, aprendido alguma coisa de mais útil do que esta dolorosa tristeza que é a omissão.
Eu estou falando de mim, da minha vida, dos motivos pelos quais eu nasci. Estou falando de quase 50 anos de experiência em planeta Terra; estou assumindo, para mim mesma, a minha parte. Se eu tive avisos e visões é certo que eu tinha que ter feito alguma coisa com isto, muito mais do que falar para as pessoas do meu grupo de estudo, muito mais do que pedir a estas pessoas que me ajudassem como comunicar, como trabalhar, como chamar outros que ainda não conhecem. É obvio que o que eu fiz foi muito pouco e, vendo o meu estado neste momento, eu confirmo isto. Ao invés de estar conectado com esta força maior que estava me convidando para algo que eu nem soube o que era, eu me deixei envolver por problemas que hoje eu vejo que foram pequenos, mesquinhos. Quanta bobagem!
Vou reconstruir, vou começar de novo, e o meu primeiro passo foi perder o medo de “tomar um tiro no pé”, até porque, até hoje, ninguém que sabe usar a internet para comunicação de fato me procurou para me ensinar como é que se faz. Mais uma vez farei da minha forma, do meu jeito, errando e acertando, pagando o preço pelo erro e pelo acerto, como foi tudo que fiz durante estes quase 50 anos de existência.
Eu sou uma paranormal, uma espiritualista, eu preciso falar o que ouço, como ouço, fazer o que a espiritualidade me sugere e me despreocupar se as pessoas vão ou não entender; se a maioria vai, ou não, me ridicularizar. O papel de quem ridiculariza é ridicularizar, e para isto vive a cata, a procura de standartes que sirvam ao seu propósito. O meu papel é ter a humildade de reconhecer que a única coisa que eu posso fazer é não temer o tal “tiro no pé”, e isto eu não farei mais.
Minha mãe cantava uma música que dizia “o arrependimento quando chega faz chorar, os olhos ficam logo rasos d´agua e o coração parece até que vai parar”. Eu experimento este sentimento agora. É horrível. O que eu posso fazer com ele é o que estou fazendo, assumindo a minha parte e é claro que qualquer um de nos pode fazer alguma coisa diante da noticia de uma tragédia planetária, como foi mais esta do tsunami no Japão. Fico me perguntando quantas pessoas que não sobreviveram estão no mundo espiritual reconhecendo que chegou o seu juízo final. Quantas pessoas? E quantas que sobreviveram não estão chorando até por ter sobrevivido. Lembro-me das palavras de Cristo, que já profetizava sobre isto, sobre o sofrimento de quem fica como muito maior do quem já foi.
Bem, eu estou na praia, tenho mensagens para dividir e, para aqueles que neste momento me chamam de oportunista, respondo: “é verdade, se eu não aproveitar esta oportunidade para me libertar dos meus medos... não quero precisar de outra!”. Para aqueles que se solidarizam com o meu desabafo e o meu convite, levante, ande, faça alguma coisa, faça uma prece, faça mais se puder.
Eu sou Halu Gamashi, nasci Mércia e não sei como o mundo vai me chamar quando me enterrar.
Halu Gamashi